Charutos Cubanos: indie rock com toque brasileiro

3 03 2010

Charutos Cubanos - Foto por Letícia Remião

Músicas para ouvir na estrada, que lhe façam pensar em uma única coisa: cantar em alto e bom som sem se preocupar com nada. É assim que a banda gaúcha Charutos Cubanos pode ser identificada através das suas canções alegres de indie rock. Formada em 2007, por Leo Bittencourt (vocal), Frango (bateria), Andre (baixo), Bragatti e Tommy (guitarras), os músicos já possuem dois EPs na bagagem – lançados em 2008 e 2009, e alguns hits como os sons It`s Just My Job e Charutos Instrumentais.

Com influência do rock britânico e dos americanos dos Strokes, a Charutos Cubanos surgiu através de uma prática comum entre os integrantes desde cedo. Colegas de aulas de música na infância, a paixão pelo rock resultou em riffs longos com uma batida dançante. Juntos desde a época da escola, o quinteto já conquistou o seu lugar no circuito independente de Porto Alegre tendo subido nos palcos locais mais freqüentados pelo público alternativo. Além de terem participado do Radar, na TVE,  programa de televisão disputado pelos músicos do RS.

Em 2009, a Charutos foi surpreendida pela top Gisele Bündchen, que escolheu a música It`s Just My Job como trilha tema para um vídeo de making off em seu site pessoal. Reconhecidos pela modelo, os meninos também recebem elogios e causam surpresa aos novos ouvintes que conquistam.

Entre a escolha comum pelo estilo musical no Estado, a banda se destaca pela originalidade nas letras e a competência de reproduzir um bom rock and roll de maneira brasileira. Com muita energia e inspiração para ser gastada, a Charutos Cubanos se prepara para enfrentar uma agenda de shows em São Paulo, gravar o seu primeiro videoclipe e trabalhar em músicas novas durante este ano.

Escute e conheça um pouco mais sobre a Charutos Cubanos no My Space da banda: www.myspace.com/charutoscubanos.

Anúncios




Customização e experimentação: para não esquecer da última década

22 01 2010

Estamos em 2010. Concluímos mais uma década cheia de fatos revolucionários no mercado fonográfico. Entre elas, tivemos que acompanhar uma constante mania de novidades eletrônicas, as quais passaram a função básica de nos transmitir tudo o que havia de novo (e velho) no universo da música.

Provavelmente, os adolescentes foram o que tiveram mais sucesso quando se trata de estarem sempre antenados e acompanhando a evolução do mercado fonográfico cronologicamente. Já outra grande parte da população não conseguiu nem responder seus e-mails, twitts e outras coisas que a rotina demandou. Por isso, hoje decidi falar sobre algumas transformações que a música enfrentou, aliada a outras evoluções – ou não – ao seus figurinos e conseqüências que esse mix pôde causar. Enquanto tudo aconteceu, eu, como a maior parte do planeta, talvez não conseguiu dar conta de tantas novidades. Mas calma, vamos tentar recapitular.

Folks and indies



Entre as primeiras bandas de indie que surgiram na Inglaterra e outras novidades “pop folks” como Kate Nash, as baladas alternativas trouxeram um toque de moda vintage e retro para os anos 2000. Além das saias e vestidos rodados e cinturas altas, podemos dizer que o sexo masculino também usufruiu resgatando os coletes de alfaiataria, sapatos, suspensórios e outros acessórios que certificam esse estilo quase que predominante atualmente.

Glamour rock

Um pouco anos 90, mas com mais finésse aos figurinos contemplados com tachinhas, tules, couro e roupas pretas. Foi uma aposta que deu certo e trouxe charme para muitas estrelas do rock, assim como os desfiles de Marc Jacobs, em 2008/2009, por exemplo. Não está lembrando quem aderiu ao visual? A vocalista do Yeah Yeah Yeahs, Karen O, pode ser o maior exemplo.

New Grunge



Camisetas legais misturadas com calças jeans skinny bem surradas e um cabelo estilo “argentino”. As meninas adoraram combinar looks que recuperaram um pouco da moda underground dos anos 80/90.  Shorts jeans desfiados, camisetas ou até uma camisa de flanela. Foi uma opção bem arrojada para muitas tops, atrizes e claro, bandas do mundo inteiro.

Hype

Bem, como algumas coisas são fora do alcance dos outros, a moda e a música hype não tiveram limites nos últimos meses. Alvos de gozação em muitos sites que falam de pessoas cafonas, os looks ultrapassaram um pouco do que a música new wave tentou transmitir.  Os sons com mais eletro e efeitos do que rock até que foram bem aceitos nas pistas, mas, a ousadia entre cores contrastantes, brilhos e acessórios não agradou muito à moda, que pretendia ter outro conceito de looks.  O Hype é bem limitado, tanto na música como na moda. A música, não dá pra ouvir sempre. E a sua moda fica na medida com apenas uma peça do estilo. Daí sim!

Diego Cattani - designer de acessórios

Pops, lóquis e etc…

Claro que se fossemos falar de figurinos, teríamos muito texto pela frente. O body, usado por Lady Gaga, Katy Perry, Beyoncé e outras cantoras pops também foram mania, mas não contribuíram muito para as tribos musicais. Tenhamos medo do que 2010 nos prepara. Iria agradar a muitos de nós que uma leva de “new punk” ressurgisse das trevas. As calças skinnys já estão por aí, só falta uma boa banda de três acordes para lançar!